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30.7.08

A oposição deve estar frustrada depois do Roda Viva de ontem, com o candidato à reeleição Serafim Corrêa. Sem nenhum deslize ou escândalo evidente, as poucas tentativas dos jornalistas de atingirem o calcanhar de Aquiles do Prefeito caíram pelo caminho diante de sua argumentação precisa.

Passeando por alguns blogs na manhã de hoje percebi pouca repercussão negativa, no máximo algumas referências ao seu tom mais descontraído que o usual.

Este silêncio tem duas faces.

Puxando pelo racional, sabemos que contra fatos não há argumentos e colocando os números na mesa, a gestão atual apresenta resultados que desmoralizam qualquer gestão passada.

Por outro lado, este mesmo silêncio pode ser perigoso. Lembrei do professor norte-americano Randy Pausch, que faleceu na última sexta e ficou famoso pela sabedoria de sua última aula. Entre seus conselhos, destacou que "quando ninguém diz mais nada, é um sinal de que desistiram. No fundo, seus críticos são aqueles que ainda o amam e se preocupam". Esta indiferença pode ser uma confirmação da rejeição apontada nas "pesquisas".

Não arrisco palpites até a apuração. O processo eleitoral deste ano promete capítulos surreais, como é típico nestas bandas.

Em meio à troca de farpas que só está começando, será inevitável a percepção das Raimundas e dos Josés sobre a água jorrando nas torneiras, sobre a qualidade da educação de seus filhos e do crescimento econômico que estamos vivendo. Entre erros e acertos, presentes em toda gestão, Manaus deu um inquestionável salto de qualidade em todas as áreas, que poderia ser bem melhor, mas isto também não é exclusividade desta gestão.

Meu voto é pelo bom senso.

12:29 PM






A oposição deve estar frustrada depois do Roda Viva de ontem, com o candidato à reeleição Serafim Corrêa. Sem nenhum escândalo evidente, as poucas tentativas dos jornalistas de atingiram o calcanhar de Aquiles do Prefeito caíram pelo caminho diante de sua argumentação precisa.

Passeando por alguns blogs na manhã de hoje, percebi pouca repercussão negativa, no máximo algumas referências ao seu tom mais descontraído que o usual.

Este silêncio tem duas faces.

Puxando pelo racional, sabemos que contra fatos não há argumentos e colocando os números na mesa, a gestão atual apresenta resultados que desmoralizam qualquer gestão passada.

Por outro lado, este mesmo silêncio pode ser perigoso. Randy Paush, que faleceu na última sexta e ficou famoso pela sabedoria de sua última aula, alertou que "quando ninguém diz mais nada, é um sinal de que desistiram. No fundo, seus críticos são aqueles que ainda o amam e se preocupam".

Esta indiferença pode ser um sinal da rejeição apontada nas "pesquisas" ou de que o processo segue na contramão das pesquisas, com as Raimundas e os Josés percebendo na água jorrando nas torneiras e na qualidade da educação de seus filhos que Manaus deu um salto de qualidade.

Não arrisco palpites até a apuração, o processo eleitoral deste ano promete capítulos surreais, como é típico nestas bandas.

Meu voto é pelo bom senso.

12:18 PM






29.7.08

Ô fechamento de semestre ralado! Metas alcançadas, time reunido, que venha o próximo que a gente mata no peito e..err...bem, gol só amanhã, hoje o estômago tá pesando.

6:56 PM






Depois

6:54 PM






Antes

6:52 PM






28.7.08

Sintonia

Mês passado eu sonhei um dia participar desta marmota, ontem o Fantástico mostrou que também gostou e fez. Bacanaço, só esqueceram de sincronizar com minha passagem pela Estação da Luz no domingo passado.

Dammit.

8:24 PM






25.7.08

"Quem inventou o amor me explica por favor..."

Vem chumbo bravo por aí, ainda bem.

11:12 AM






23.7.08

E eu ia perder essa piada pronta?



Ah sim, e as imagens.

1:27 PM






Música de hoje: For me formidable



Gosto de cantar junto em momentos de extremo êxtase, como agora.

É muito bom estar de volta a Manaus.

10:57 AM






15.7.08



Há algum tempo eu tento, sempre em hora imprópria, escrever alguma coisa sobre o que vejo por aí, mas invariavelmente os dias e os fatos são mais rápidos: alguns aromas se perdem, outras sensações ficam pelo caminho. Todas as vezes que coloco os pés na estrada novamente recordo o quanto ainda há para se conhecer e me espanto com o pouco tempo que nos deram nesta vida.

Momentos legais são sempre muito casuais. No trajeto de volta para o evento me deparei com alguns jovens falando e tocando com emoção o projeto em que acreditam, a música clássica. Enquanto assistia uma de suas apresentações, imaginei a intensidade daquele microcosmo, tão distante de minha realidade. Fiquei realmente perplexo com o quanto nos fechamos em nosso mundo e com o poder da arte nos religar a momentos de paz e auto-encontro. Uma imensidão de jovens e crianças, por algum motivo desviadas dos descaminhos do créu, assistia a tudo hipnotizada e estava ali por livre arbítrio. Logo na chegada, horas antes, degustei o ensaio final de uma peça sobre o poeta Vinícius. Para a minha surpresa, na platéia a maioria também era formada por crianças, ainda prestes a conhecer as nuances da paixão e já tão bem amparadas ali pelas palavras do poeta branco mais negro do Brasil.

A arte estampa sensações muito individuais em quem a experimenta, mas para mim, o que pairava no ar era a sensação de que nem tudo estava perdido.

No galpão ao lado, ao tentar sair de um stand por uma lona, acabei dentro de uma célula, com alguns ribossomos, mitocôndrias e complexos de golgi. Fora a surrealidade natural do momento, o que me fascinou ali foi o timbre de voz apaixonado do instrutor. Sem demonstrar qualquer indício de monotonia, ele contava aquela mesma estória mais uma vez, sempre com novos matizes e cores, comprometido em desnudar com entusiasmo aquele mundo microscópico, tornando aquela experiência nova, a cada novo visitante.

Horas mais tarde eu estava sentado no maior shopping da América Latina, falando da agenda mecânica do Ministro de Ciência e Tecnologia, que nos visitara há algumas horas com um olhar anestesiado, sem saber sequer onde estava, enquanto seu cerimonial bem adestrado o arrastava dali ao fim dos cronometrados minutos, para uma nova sessão de fotos.

Já embaixo da ducha quente no hotel, refleti sobre o magnetismo da novela Pantanal, que dezoito anos mais tarde vem roubando a audiência da programação milionária dos outros canais. Nada de velocidade de videoclipe e efeitos visuais rebuscados, em meio a essa corrida sem senso em direção a sabe-se lá onde, temos preferido o charme das chalanas, os takes longos e os diálogos naturalistas de Juma e o inverossímil velho do rio, nos cafundós do Brasil.

Pouco antes de dormir, me deparei em minha caixa de e-mails com o mosaico imaginário e clínico de um dos olhares mais brilhantes que conheço, que ainda titubeia sobre o próprio valor de sua obra. Em cada uma de suas palavras, um exercício diário de busca da sua própria essência, escalando com esmero o topo da pirâmide de Maslow, em um ato de entrega à auto-realização.

Ao final de um dia repleto de pequenas experiências sensoriais, levo pra cama uma desconfiança: não devo estar sozinho, o ser humano anda morrendo de saudade de ser o que é, humano.

12:09 AM






No iglu

12:08 AM






Sabe aquele prédio moço

12:08 AM






O mais cobiçado

12:08 AM






O meio e o fim

12:07 AM






Idéias novas saindo pelo ladrão

12:07 AM






Fecundando a curiosidade

12:07 AM






Pelo caminho



Veja esta imagem ganhar vida.

12:06 AM






Um céu de cair o queixo

12:06 AM






14.7.08

Dom Pedro, surpreendente

11:44 PM






3.7.08



Saiu do postsecret e da cabeça de someone else,
mas é tão apropriado que publiquei aqui e vou fazer de conta que é meu.

10:17 AM






1.7.08



- Do que você está rindo?
- Não estou rindo, por favor não insista.

Recuei.

A última vez que a ouvi falar com aquela suavidade arrebatadora foi naquela estranha tarde em tons de sépia. Seu pai parecia fitá-la com um olhar amoroso, enquanto os bombeiros o retiravam inerte do carro destroçado pelo impacto.

Ela brincava com uma diminuta porção de gravetos ao meu lado, enquanto assistia à cena com um olhar impassível.

Não derramou sequer uma lágrima. Permaneceu sentada no acostamento por mais algumas horas, até que a única nuvem que estacionara ali perto descosturou-se no ar e o céu se tingiu de vermelho, antes que a noite inundasse tudo.

Seis anos depois, mudou-se para a casa no litoral, teve dois filhos lindos e amorosos, mas jamais experimentou sequer um segundo de paz com sua família. Suas tardes eram longos períodos agrestes, intercalados por novidades cotidianas que não amenizavam a atmosfera claustrofóbica de suas lembranças.

Nos sábados, costumava sentar-se na praia e brincar com os seixos próximos a seus pés. Desenhava figuras assimétricas na areia, como se tentasse desembaraçar seus pensamentos. O vento desorganizava os rascunhos e minutos depois ela estava novamente em casa, cercada pela vida que construíra até então, absorta pela perspectiva do nada e pela solidez do silêncio à sua volta.

Viver era apenas uma opção amena e assim ela seguiu singrando naquele suceder de dias, drenada pelo tempo.

[...]

Pensei em aproximar-me novamente, mas resolvi observá-la a uma distância segura.

- Vá embora, não vê que está tudo bem? - sussurrou baixinho. Estava a um passo de chorar convulsivamente.

- Por que me chamou aqui? - arrisquei.

Estou certo de que ela conhecia o ângulo mais favorável naquela meia-luz. Inclinou o rosto e bombardeou-me com um irrepreensível olhar de brandura:

- Você realmente não sabe?

O espaço-tempo entre nós pareceu chacoalhar em um mosaico de fragrâncias raras e inebriantes. Aquela estranha anestesia perdurou por mais algumas dezenas de outonos até que, adormecido em seu colo, recuei mais uma vez e mergulhei no nada.

9:53 PM







:: dias esquecidos ::