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21.7.09

[.:.]

O incessante duelo
Entre o farfalhar de palavras
E o silêncio devastador

O vulto equilibrava-se nas arestas da lâmina
Ah, aquele aroma inexato
E toda a indecisão nos paralisando
Um excesso de ruídos nos prendendo ao chão

Entre meu olhar estatico
E o gelatinoso ponto no infinito
Ouvia-se apenas o tempo
[escorrendo, inequivoco]
Bem alem daqueles passos
Que me repartiam em varios

Ao redor, por todo o meu redor
Aquela terra de certezas tortas
Vozes familiares
(intimidades mortas)

Cantigas euforicas
Refrigerando o marasmo
Apenas um sorriso amistoso, quase disposto
Sacolejando terremotos milenares

(o olhar segue paralisando - paralisado)

Mais um dia equilibrando-se em metaforas
Sucessivos rituais de negacao
Solenidades de ode ao nao
Um longo sarau de hemorragia
Durante e apos a letargia

Em meio ao sarapatel de palavras
O tao temido silencio pernicioso
O devastador resto de olhar jocoso
A inercia calculada, espalhando lava

Deslizou pelos anos
E seguiu zanzando pela periferia de si mesmo
Infernizando o ceu da boca
Salivando uma espécie
De agonia môca.

2:05 AM







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